domingo, 9 de agosto de 2009


Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz


Charles Chaplin

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Dia internacional do homem!!


Hoje(15/08) dia intenacional do homem, pois é, ele existe!

Todos estão cansados de saber que o dia internacional da mulher é 08 de março e o nacional 30 de abril, porém é de pouco conhecimento que exista uma data semelhante homenageando o sexo masculino.

O Dia Internacional dos Homens teve início no dia 19 de novembro de 1999, em Trinidad e Tobago e foi apoiado pelas Nações Unidas. O evento recebeu amplo apoio dos homens de várias partes do mundo.

Há rumores que a data foi sugerida por Mihkail Gorbatchev que foi Presidente da ex - União Soviética. mais cada pais adotou sua propria data, o Brasil escolheu 15 de julho.

Os principais objetivos do dia internacional do homem seriam : melhorar as condicões de saúde(principalmente dos mais jovens) melhorar o relacionamento entre os gêneros e destacar papéis positivos e insdispensável do homem na sociedade.
Hoje(15/08) é "comemorado" o dia do homem,

terça-feira, 14 de julho de 2009

Venezuela e bolivia livre do analfabetismo,E o Brasil?


O governo boliviano anunciou neste sábado (20/12) o fim do analfabetismo no país andino. Junto com Venezuela e Cuba, planejam se concentrar no Paraguai e Nicarágua para alcançar a mesma meta.

O objetivo de colaborar com esses países foi divulgado pelo ministro venezuelano de Educação, Héctor Navarrona, em Cochabamba, na Bolívia, como medida relacionada a Alba (Alternativa Bolivariana das Américas).

"Missão cumprida diante do povo boliviano e do mundo inteiro", exclamou o presidente da Bolívia, Evo Morales, ao lembrar que "erradicar o analfabetismo" sempre foi um de seus objetivos desde que era candidato.

Em Cochabamba, em uma festa da qual também participou o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, cerca de 5.000 pessoas, muitos deles cubanos e venezuelanos, se concentraram em um complexo poliesportivo para celebrar o fim oficial do analfabetismo no país. O líder paraguaio destacou que a Bolívia é o terceiro país da América Latina, após Cuba e Venezuela, a alcançar um dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas.

"Quando cada paraguaio, cada boliviano, cada argentino e cada brasileiro puder escrever com próprio punho a história de seu futuro ninguém mais poderá roubar deles a esperança", disse o governante paraguaio.

Lugo também disse receber "com muita alegria" a proposta de Morales de estender o projeto ao Paraguai, o que qualificou de "desejo generoso" do líder boliviano.

A Bolívia, usando o método audiovisual cubano "Eu posso" e contando com apoio financeiro da Venezuela alfabetizou em 33 meses quase 820 mil pessoas, quase 10% da população.

O programa de alfabetização, que Morales transformou em um assunto de Estado, recebeu a doação de 3.000 televisores e videocassetes de Cuba, além de 8.000 painéis geradores de energia para que se pudesse chegar à área rural.

Cerca de 70% dos alfabetizados pelos quase 50 mil facilitadores foram mulheres, majoritariamente indígenas da área rural, o que para o ministro boliviano de Educação, Roberto Aguilar, demonstra a exclusão à qual estiveram condenadas.

Participaram do programa praticamente a totalidade dos iletrados do país nos mais de 50 mil pontos de alfabetização que foram instalados por todo o país e que resultaram em um índice de alfabetização de 96% da população.

O "Eu posso", segundo explicou o embaixador cubano na Bolívia, Rafael Dausá, se caracteriza também por ser uma versão adaptada à realidade e necessidades do país.

Segundo números oficiais, em idioma quíchua foram alfabetizadas 13,6 mil pessoas e em aimará quase 25 mil.

Entre as lembranças mais comentadas, está o fato de que inclusive crianças se tornaram alfabetizadores como foi o caso de Tupiza, povoado do departamento (Estado) de Potosí, na região sul, onde houve um alfabetizador de 8 anos e uma de 12, segundo o ministro Aguilar.

Apesar de ser um dos países mais pobres do continente junto com Guiana e Haiti, após a campanha que custou US$ 36 milhões, a Bolívia atingiu um marco histórico na frente de potências econômicas da região como Brasil, Argentina e México.

Na celebração, também estiveram o diretor da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação e a Ciência) para a região andina, Edouard Matoco,e o ex-chanceler argentino Dante Caputo, representando a OEA (Organização dos Estados Americanos).

Além disso, para a ocasião chegaram o vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba, José Ramón Fernández, a titular de Educação desse país, Ena Elsa Velásquez, e seu colega venezuelano Navarro.

O ministro venezuelano reivindicou a integração regional mediante a Alba. "Cubanos, bolivianos e venezuelanos vão à Nicarágua e ao Paraguai também para travar a batalha pela libertação", disse.

Para STF, liberdade de expressão está acima da regulamentação do jornalismo

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão reacendeu a polêmica sobre a regulamentação das profissões no país. O questionamento partiu do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo (Sertesp) e do próprio Ministério Público Federal.A polêmica se arrastava havia décadas. Só no STF, desde 2001. Já em 2006, em julgamento de medida cautelar, o Supremo garantiu o direito de exercer a atividade aos jornalistas que já atuavam na profissão, independentemente do registro.Relator do caso, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, votou contra a obrigatoriedade. Para ele, a Constituição de 1988, ao garantir a "ampla liberdade de expressão", não teria ficado em sintonia com o Decreto-Lei 972, de 1969, que exigia o diploma.– O jornalista é um profissional diferenciado por se dedicar inteiramente à liberdade de expressão. A formação acadêmica não pode ser a única responsável pela formação do profissional, mas deve servir como base.Depois da decisão do STF, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) reuniu 40 assinaturas e apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC) para tornar obrigatória a exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista, além de facultar essa exigência no caso dos colaboradores.– Com todo o respeito que tenho ao Supremo Tribunal Federal, foi uma decisão equivocada. O jornalista é um profissional cujo trabalho é reconhecido. É uma tradição a legitimidade. O Brasil não pode retroceder – declarou o senador.

fonte: Jornal do senado

domingo, 12 de julho de 2009

Chico buarque lança seu mais novo livro "Leite derramado"


Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.
Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.O texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar.Em suas leves variantes, as lembranças obsessivas revelam sutilezas ideológicas e psíquicas. E, como essas lembranças têm forte componente plástico, criam imagens fascinantes. É o caso do “vestido azul” comprado pelo pai para a amante, objeto de alta concentração significante. Esse objeto se expande, no nível da narrativa, como índice de elucidação da intriga, no nível fantasmático, como obsessão repetitiva do filho, e no nível sociológico, como ilustração dos usos e costumes de uma classe. Tudo, neste texto, é conciso e preciso. Como num quebra-cabeça bem concebido, nenhum elemento é supérfluo.Há também um jogo com os espaços onde ocorrem os acontecimentos narrados. As várias casas em que o narrador morou, como as décadas acumuladas em suas lembranças, se sobrepõem e se revezam. Recolocá-las em ordem cronológica é assistir a uma derrocada pessoal e coletiva: o chalé de Copacabana, “longínquo areal” dos anos 20, é substituído por um apartamento num edifício construído atrás de seu terreno; esse apartamento é trocado por outro, menor, na Tijuca; o palacete familiar de Botafogo, vendido, torna-se estacionamento de embaixada; a fazenda da infância, na “raiz da serra”, transforma-se em favela, com um barulhento templo evangélico no local da velha igreja outrora consagrada pelo bispo. Embaixo da última morada do narrador, nesse “endereço de gente desclassificada”, está o antigo cemitério onde jaz seu avô.Percorre todo o texto, como um baixo contínuo, a paixão mal vivida e mal compreendida do narrador por uma mulher. Os múltiplos traços de Matilde, seu “olhar em pingue-pongue”, suas corridas a cavalo ou na praia, suas danças, seus vestidos espalhafatosos, ao mesmo tempo que determinam a paixão do marido e impregnam indelevelmente sua lembrança, ocasionam a infelicidade de ambos. Os preconceitos e o ciúme doentio do homem barram a realização plena da mulher e levam-na a um triste fim, que, por não ter nem a certeza nem a teatralidade dos desfechos de uma Emma Bovary ou de uma Ana Karênina, tem a pungência de um desastre. Embora vista de forma indireta e em breves flashes, Matilde se torna, também para o leitor, inesquecível.O fato de nem no fim da vida o homem compreender e aceitar o que aconteceu torna seu drama ainda mais lamentável. Os enganos ocasionados por seu ciúme são tragicômicos, e o escritor os expõe com uma acuidade psicológica que podemos, sem exagero, qualificar de proustiana.Outras figuras, fixadas a partir de mínimos traços, também se sustentam como personagens consistentes: o arrogante engenheiro francês Dubosc, que a tudo reage com um “merde alors”; a mãe do narrador, que, de tão reprimida e repressora, “toca” piano sem emitir nenhum som; a namorada do garotão com seus piercings e gírias. É espantoso como tantas personagens conseguem vida própria em tão pouco espaço textual. Leite derramado é obra de um escritor em plena posse de seu talento e de sua linguagem.
Leyla Perrone-Moisés